terça-feira, 20 de maio de 2014

Características da Educação de Adultos

Batista (s/d) mostra-nos eu o Educador deverá possuir a capacidade de operar com os conhecimentos que advém da sua história de vida, das suas passagens, dos seus ensinamentos, justificando que ensinar requer aprender, e deste modo, o educador deve “estar exposto ao conhecimento, operar com esse conhecimento, sistematizá-lo para depois ser capaz de transpô-lo” (Batista, s/d, p. 47).
Carabantes (s/d), diz alguns dos principios dizem respeito ao Educador de Adultos podem contribuir para uma definição mais coerente do seu perfil, ressaltando os príncipios:
- Humildade: o educador deve aceitar a ignorância sobre si mesmo e dos outros;
 - Modéstia: o educador deve ser modesto e mostrando possuir uma consciência da sua igualdade humana relativamente aos outros;
- Conceito alargado e pluralista da verdade e do saber como património dos homens: o educador deve ter a consciência de que todos têm o direito a conseguir obter certos valores e a desfrutar deles;
- Entender que a alteração da realidade é uma função participativa de todos os homens: o educador não deve conferir a transformação da realidade a núcleos elitistas, mas deve impulsionar e reconhecer o contributo de todos os demais para esta tarefa comum;
- Superação pessoal e alheia: o educador deve fazer destas duas a sua norma de vida;
- Uma confiança crítica nos homens e na humanidade: o educador deve não só tê-la, mas também promovê-la.
Nogueira (1996) citando Tyler, afirma que o Educador de Adultos deve possuir a indispensável preparação para a elaboração autónoma de módulos curriculares com base na avaliação das necessidades, e para isso, diz-nos que o educador deve possuir como pilares fundamentais do seu trabalho a negociação e o consenso, e conseguir trabalhar em equipa pedagógica. Baseando-se em autores como Chamberlain (1962), Aber (1963) e Robinson (1962), este autor enumerou os elementos ideais do perfil de um Educador de Adultos afirmando que este:
- É um programador: pois analisa e apropria o currículo, traçando assim um projeto formativo no local de formação;
- É um investigador: pois agrega permanentemente o pensamento e a ação;
- É um arquiteto: pois reconstrói os pilares do plano curricular;
- É um inovador: pois reinterpreta à luz das necessidades e condições mais concretas de cada situação social, cultural e geográfica;

- É um avaliador: pois reanalisa a sua própria ação e a de todos os atores que fazem parte do processo de formação.

Referências Bibliográficas

Baptista, I. (s/d). O Educador como Adulto de Referência. [Versão electrónica]. Jornal “a Página”, 107, 21.

Carabantes, W. C. (s/d). Formación de Educadores de Adultos. Acedido a Março 8, 2006,de Centro de Cooperación Regional para la Educación de Adultos en América Latina y el Caribe Web site:http://www.crefal.edu.mx/biblioteca_digital/ CEDEAL/acervo_digital/coleccion_crefal/rieda/a1995_1/waldemar.pdf

Freire, P. (1999). Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra

Nogueira, A. I. C. (1996). Para uma Educação Permanente à Roda da Vida. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

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