A educação de adultos é perspetivada como uma forma de
formação que se dirige a todos os adultos com a finalidade de criar condições
necessárias para que estes se tornem cidadãos ativos na sua própria formação,
capazes de “[…] procurar resposta para todas as suas necessidades e
aspirações.” (Dias, 2009, p. 183). O educador de adultos apenas deve ser um
facilitador nesta procura, sendo sempre o educando a decidir o que é melhor
para si e para a sua vida. Os educadores de adultos devem “[…] saber ouvir as
necessidades e aspirações da população, compreender o conjunto de
conhecimentos, saberes e costumes que constituem a sua cultura e respeitar os
valores que tornam significativas as suas acções.” (Antunes, 2008, p. 87).
A minha experiência neste campo é ainda pequena,
mas sem dúvida que é uma área muito enriquecedora e gratificante para quem
trabalha com coração e com vontade de mudança. Enquanto profissional posso
afirmar que a aprendizagem entre educandos e educador é mútua e este trabalho
torna-se bastante gratificante quando feito com alma. No meu caso específico,
que estagiei e trabalho com o público idoso, as histórias de vida que são
partilhadas são verdadeiros ensinamentos que me fazem refletir sobre o
verdadeiro significado de nossas vidas. Trabalhar com a população adulta é sem
dúvida um desafio pois, estes têm saberes enraizados que quando expostos nos
fazem pensar e refletir e podem alterar o rumo da finalidade e objetivos
propostos à priori.
Ser educador de adultos implica ser
disponível e flexível para com aquilo que nos comprometemos. Ao longo de um
projeto de intervenção vão aparecendo necessidades que não são implícitas no
diagnóstico de necessidades e que vão aparecendo no decorrer da intervenção do
educador de adultos, necessidades essas que devem conduzir a um ajustamento do
projeto de intervenção delineado. Só procedendo a estes ajustes é que se poderá
obter resultados satisfatórios e a intervenção poderá atingir o sucesso
esperado. No meu trabalho de intervenção, realizado durante o estágio
curricular, muitos foram os ajustes feitos e só desta forma o projeto alcançou
sucesso junto dos intervenientes. Apesar de já ter um plano definido à priori as adaptações que foram feitas,
foram idealizadas de acordo com aquilo que ia perspetivando ao longo de toda a
intervenção e que achava ser mais conveniente para as necessidades e interesses
demonstrados pelo meu público-alvo.
Ao longo desta minha pequena
experiência acredito que, enquanto educadora de adultos, devo assumir um papel
de catalisadora, mediadora, facilitadora e impulsionadora, respeitando sempre
as particularidades e vontades do meu público-alvo. O educador de adultos deve ser promotor e líder de uma mudança/transformação e
construir respostas socialmente sustentadas aos desafios da sociedade, em
conjunto com o seu público-alvo.
Referências Bibliográficas:
ANTUNES, M.C. (2008). Educação, Saúde e
Desenvolvimento. Coimbra: Edições Almedina.
DIAS,
J. R. (2009). Educação – O Caminho da Nova Humanidade: das coisas às Pessoas e
aos Valores. Porto: Papiro Editora
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